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Métodos para Avaliar Ativos Intangíveis

A pesquisa sobre a avaliação de Ativos Intangíveis (ou do Capital Intelectual) das empresas pela GlobalBrands,  baseia-se em uma infinidade de propostas de métodos e teorias nos últimos anos. Esse artigo oferece um resumo da investigação de algumas dessas abordagens, que podem ser conhecidas com mais detalhes no livro Capital Intangível.

Conforme as melhores práticas internacionais e locais amplamente comentadas na literatura especializada e acadêmica, os métodos de avaliação de intangíveis podem ser organizados em três grupos principais, que geram algumas variantes, mas sempre recorrentes a eles:

Income approach;
Market approach;
Cost approach.

Income approach

Considera que a empresa foi construída para continuar em operação para sempre, conceito econômico conhecido como going on concern. Supõe que a empresa vai gerar fluxos de caixa futuros que assegurarão sua perpetuidade. Assim, o valor da empresa (e de todos os seus ativos) seria o valor presente desses fluxos de caixa futuros, descontados por uma taxa de risco específica da empresa, de onde sairão os desencaixes da operação, gerando o fluxo de caixa livre para os públicos interessados na operação (stakeholders).

Nesse contexto, os stakeholders são todos os elementos ativos presentes no lado passivo do balanço, que representam os financiadores dos investimentos (ativos). Os financiadores, normalmente, são os fornecedores, bancos, governo e acionistas e/ou quotistas. No âmbito de uma avaliação de marca, por exemplo, os recursos utilizados levam em consideração as capacidades de geração de receitas produtivas diretamente associadas à marca.

Market approach

Baseia-se no princípio da comparação, em que um possível interessado em um negócio não verá coerência em pagar por ele o valor que lhe custaria para adquirir outro empreendimento de natureza semelhante. Sob este método, há normalmente três enfoques de avaliação:

• Comparação com operações de fusão e aquisição recentes;
• Múltiplos para comparação;
• Capacidade de extensão.

A comparação entre as operações recentes possibilita o exercício de se colocarem em proporção os negócios já realizados e o negócio que está sendo realizado. Os múltiplos de comparação são, normalmente, as convenções mercadológicas que assumem que determinado tipo de negócio tem valor de “n” vezes o faturamento, ou “n” vezes o caixa gerado, entre outros. Devido a sua simplicidade e objetividade baseada em acontecimentos reais comparáveis, esse tipo de avaliação é o mais utilizado em pequenos negócios, geralmente baseados no comércio.

A capacidade de extensão é um tipo de metodologia que permite a realização de um conjunto razoável de análises técnicas, de muito maior alcance que no método do Income approach. Ela também trata objetivamente da exploração de fatores instalados geradores de riquezas que a empresa ainda não utilizou, aplicando-os em um ambiente propício, de preferência em mercados em que um ou mais concorrentes já estejam operando com sucesso. É importante que preexista interesse ou reconhecimento de um mercado consumidor aos benefícios proporcionados pelo ativo, sejam eles objetivos (preço, margens líquidas, outros) ou subjetivos (confiança, prestígio, extensão, outros).

Cost approach

É normalmente empregado para avaliar negócios que deixaram de gerar fluxo de caixa positivo para os stakeholders, e que possivelmente serão extintos (liquidados) ou transferidos. Quando um investidor pretende adquirir um empreendimento nessa situação, a ideia central é saber qual o valor a ser investido nos ativos produtivos para que o negócio ou um de seus ativos (tangíveis ou intangíveis) volte a funcionar satisfatoriamente.
Nesse sentido, o critério é empregado para avaliação quando o empreendimento não tem mais possibilidade de retornos compatíveis com o esperado para o investimento, ou o interessado está focado apenas nos ativos da companhia a valor líquido ou de mercado, o menor. Esses ativos deverão ter seus valores ajustados, considerando-se sua depreciação e sua obsolescência econômica, entre outros fatores determinados pela consultoria que fizer a avaliação.

Aderência das metodologias

Assumimos em condições normais que as empresas precisam gerar e sustentar riquezas para manter, em sua estrutura, financiadores (de curto e longo prazos) interessados em continuar nela devido à remuneração do capital empregado. Portanto, o Income approach costuma ser o método mais adequado para corresponder a essa expectativa. Contudo, isso não significa que o método não deva ser combinado aos demais, uma abordagem que normalmente oferece as melhores condições de trabalho e para a consistência técnica do laudo de avaliação.

Na avaliação de ativos tangíveis ou intangíveis, o investidor ou financiador normalmente fará comparações com outras empresas competidoras no segmento, e também utilizará diferentes metodologias de avaliação para situar o valor da empresa (ou de seus ativos), a fim de identificar um múltiplo e também um padrão de comparação relativo. Quanto maiores forem as extrapolações, melhores serão os recursos disponíveis para análise e reflexão e, certamente, para a melhor precificação dos ativos em uma negociação.

Nessa direção, a avaliação de ativos intangíveis oferece uma perspectiva avançada de avaliação, especialmente por levar em conta os aspectos imateriais de cada negócio.

O arquivo Metodologia Copyright GlobalBrands descreve quatro recursos importantes para compreender a importância e a utilidade dos trabalhos de avaliação de empresas e de ativos intangíveis 1) A ascendência dos ativos intangíveis; 2) O modelo de consultoria para determinar a metodologia adequada de trabalho; 3) Os métodos gerais mais conhecidos e seus principais autores; 4) O roteiro de consultoria da GlobalBrands.

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